Sabia que ...

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O DIA MAIS LONGO


Em 1971, Helmut Marko e Gijs van Lennep fizeram as 24 Horas de Le Mans a uma velocidade nunca vista e estabeleceram um recorde imbatível

A edição de 1971 das 24 Horas de Le Mans representou o fim de uma era para as corridas de resistência, Aproveitando um buraco nos regulamentos, a Porsche tinha conseguido homologar o seu 917, apesar deste ser, na prática, um sport-protótipo, lnicialmente pouco adorado pelos pilotos oficiais da marca alemã pela sua falta de fiabilidade, o 917 e as suas variantes evoluíram para um dos mais eficazes e bem sucedidos carros de competição de todos os tempos.

A FIA havia decretado que 1971 seria o último em que os pseudo-protótipos de Grupo 5 poderiam correr no Campeonato do Mundo de Resistência, Como tal, a Porsche queria sair da competição em alta, com mais um título e provando a superioridade do seu modelo, Nas 24 Horas de Le Mans, a Porsche apoiou oficialmente duas equipas, a Martini Racing e a John Wyer Automotive (nas famosas cores da Gulf), A Gulf inscreveu três carros, dois LH (com traseira longa, optimizados para velocidade máxima) e um K (a mais convencional traseira curta), enquanto a Martini tinha um LH, um K (de chassis em magnésio) e o famoso 917/20, mais conhecido como «Pink Pig», pela sua decoração lembrando as partes do porco como cortadas num talho.

Durante grande parte da corrida, os Porsche dominaram, A Gulf parecia pronta para uma dobradinha (mesmo nos instantes quando o Matra oficial e o Ferrari da Penske recuperavam até ao segundo lugar), mas o carro líder de Pedro Rodríguez e Jackie Oliver, abandonou com uma fuga de óleo, deixando o triunfo para Gijs van Lennep e Helmut Marko, Apesar de não ter a velocidade máxima dos carros longos (Oliver fez 396 km/h nas Hunaudières), a dupla da Martini Racing levou o 917K à vitória sem nunca reduzir o andamento, Completaram 397 voltas (5335 km), um recorde que permaneceu imbatÍvel durante 39 anos, até à edição de 2010, pelo que se o outro carro não tivesse avariado, esse recorde poderia ser uma fasquia ainda mais elevada,

Este record esteve prestes a cair em 1988, quando a Jaguar venceu com 394 voltas, (5332.790 km) ano em que o WM de Roger Dorchy fez 405 km/h na recta das Hunaudières na qual foram colocadas chicanes em 1990. No entanto, mesmo com chicanes, a Audi conseguiu finalmente fazer cair este record ao efectuar 397 voltas (5410.713 km) à média de 225.228 km/h.


Texto Autosport.pt com alterações feitas por Luis Santos.

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