Sabia que ...

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Uma pequena história do diesel em Le Mans (antes da Audi e Peugeot!)


Se Karl Christian Rudolph Diesel foi um alemão (nascido em Paris em 1858 e que desapareceu misteriosamente em 1913) é a um francês que devemos a primeira aparição de um motor diesel em Le Mans.

Em 1949, os irmãos Jean e Jacques Delettrez equiparam um chassis Delahaye 135 com um motor 6 cilindros 4395cc, original de um camião americano. Eles abandonam por falta de combustível... um pouco antes do meio da corrida.

Em 1950, o Delettrez não está só porque, o MAP (Manufacture d’Armes de Paris), que produz tractores, entre outros, inscreve o primeiro automóvel com motor central na história de Le Mans. O chassi tubular de aço cromo-molibdenio com uma carroçaria de alumínio é equipado com um 4 cilindros em H a 2 tempos com 2 pistons opostos por cilindro e com uma cilindrada de 4992cc sobrealimentado, que com o coeficiente de conversão utilizado na época (2.0) dava uma cilindrada de 9984cc. Pilotado pelo campeão Pierre Veyron e François Lacour, o MAP abandonará à 7 ª hora, vítima de uma fuga no sistema de arrefecimento (radiador). A MAP abrirá falência logo após, e a produção dos tractores é assegurada por uma filial da Fiat.

O Delettrez teve um pouco mais de sorte, mas abandona na última hora da corrida com uma falha no motor. Mesmo assim conseguiu bater o record para a categoria Diesel...

Em 1951, o Delettrez efectua apenas 24 voltas antes de partir de novo o motor. Vai levar 53 anos anté vermos de novo um motor diesel em Le Mans.

Em 2004, Ian Dawson inscreve sob a bandeira da Taurus Racing um Lola B2K/10 equipado com um motor diesel. O chassi, já com 4 anos, recebe um motor V10 TDI de série, que equipava o VW Touareg, o motor foi preparado por Mountune e é baptizado de Caterpillar. O resultado acaba por ser idêntico, a transmissão não resiste ao torque do motor e abandona à 5ª Hora.



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