Sabia que ...

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Panoz GTR-1 Q9 (Demasiado à frente no tempo)


O primeiro híbrido nas provas de endurance foi este Panoz GTR-1 Q9, de 1998, realizado com a colaboração da Zytec e com a energia a acumular-se em baterias (que na época eram relativamente ineficazes para esta missão).
Não qualificado em Le Mans, voltou às pistas apenas mais uma vez, para disputar o primeiro Petit Le Mans, em 1998, tendo como pilotos Doc Bundy, John Nielsen e Christophe Tinseau. No final ficaram em 12º da geral e segundo dos GT1.
O mais importante é que estava dado o primeiro passo para o futuro, embora na época poucos tivessem disso consciência. Hoje, simplesmente é impensável vencer Le Mans sem um LMP-1 equipado com um sistema híbrido composto por motor de combustão interna, recuperador de energia e motor(es) eléctrico(s) complementar(es).

Anderson Kleiton De Souza Bezerra - Foi uma maneira bem pensada de fazer um Hibrido, mas o problema desse carro era o motor que era posicionado na frente do carro, isso fazia do Panoz GTR 1 ineficiente demais em diversas curvas que precisavam de um equilíbrio na distribuição de peso.

Pedro Correia - Não se poderá dizer que o motor do Panoz estivesse na frente do carro, seria mais à frente do cockpit. Na realidade o motor teria uma disposição central dianteira, com a caixa de velocidades no eixo traseiro, daria uma distribuição de pesos muito equilibrada.
O problema do carro (na versão original, sem o sistema híbrido, que até alcançou alguns resultados interessantes) era tratar-se de uma luta de David contra Golias, já que competia com grandes orçamentos de equipas de fábrica da Mercedes, Porsche e até McLaren, o carro não tinha propriamente o último grito de tecnologia em termos de motor, os meios técnicos eram bastante limitados, etc.


Ricardo Grilo

Sportscar Portugal

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