1958 «Le Mans 58 foi a minha primeira grande corrida, a primeira corrida realmente importante e, sem dúvida, a melhor das minhas três vitórias lá. É uma emoção enorme completar todas aquelas voltas e depois cruzar a meta quase a passo de caracol, com toda aquela gente a invadir a pista. Em 58, o tempo estava péssimo. Era difícil ver, a chuva era torrencial, e o meu truque era pegar na caixa de ferramentas debaixo do banco do passageiro e sentar-me em cima dela para conseguir ver por cima do pára-brisas. Os outros pilotos tinham esfregonas, toalhas e esponjas, mas estavam a atrapalhar-se enquanto eu me baixava, olhava para cima, voltava a baixar-me e olhava para cima por cima do para-brisas. Ui, fiquei com uma dor de pescoço terrível durante um mês depois disso. Mas, sabe, a necessidade de ver era muito maior do que a dor. Ganhei uma volta inteira dos outros naquela noite de chuva, só porque conseguia ver. Foi uma vitória importante para mim, ponto final.» |