Declarações

Declarações

 1981  1983 

Jacky Ickx
No inicio da corrida, éramos obrigados a parar no final de cada 16 voltas, embora com os vários abandonos que se foram registando tivessemos diminuindo a cadência, depois de os motores terem sido regulados para uma mistura mais pobre, pois se mantivessemos tal ritmo seria bastante difícil chegarmos ao fim, porque na volta de reabastecimento apenas dispunhamos de um litro de gasolina nos depósitos.
Para além deste tipo de provas correr o risco de desinteressar o público, que paga para ver os automóveis e não uma prova do tipo «economy run», a condução é muito mais difícil, pois tem de se dosear muito bem o andamentona recta das Hunaudières e curvar nos limites, a fim de não provocar bruscas alterações no regime, para que o consumo varie o menos possível.
Este tipo de «economy run» é extremamente desgastante tanto físico como psicologicamente.
Desde 1966 que venho regularmente a Le Mans, depois de 16 anos de fidelidade, é me um pouco difícil abandonar. Por isso, este ano farei quatro provas aquelas que a Porsche estabeleceu no seu program.
É frustrante um piloto não poder correr de acordo com as suas possibilidades. Compreendo que sejam introduzido conceitos de economia como uma forma de pesquisa com vista a um limite de consumo; mas o que se fez é exagerado, e não nos podemos esquecer que não foi necessário esperar por este regulamento para que as grandes marcas iniciassem as suas pesquisas neste domínio.
AutoSport (Portugal)

Jean Rondeau
Não me preocupo com os treinos. O que mais me interessa é o que vou ler na segunda-feira nos jornais...
Motor

Domingos Piedade
Isto mais parece uma prova do tipo Economy Run.
E onde está o espectáculo para carros que não podem render o seu máximo pela limitação severa dos consumos? Que lógica para uma corrida constante às boxes, no enchimento dos depósitos, e voltar à pista sem poder carregar no acelerador?

Jean Rondeau
Os nossos chassis têm-se demonstrado bastante adaptados ao Cosworth de 3,9 litros, embora existam outras equipas que tenham problemas com esse motor.
AutoSport (Portugal)

Cesare Fiorio
Dispomos de um carro que pesa 600 kg, com perto de 430 cv, pelo que teoricamente não estará muito desfavorecido em relação aos grupos C, que apresentam 800 kg para cerca de 600 cv. Para nós, a época comporta nove provas de 1000 km e uma de 24 horas, pelo que preparámos os nossos carros e os nossos motores para corridas de 1000 km, embora para Le Mans alterássemos ligeiramente a aerodinâmica, o que nos permitirá ganhar cerca de 35 por cento em termos de aerodinâmica, equivalendo a uma diminuição de consumo da ordem dos 15 por cento.
AutoSport (Portugal)

Jacky Ickx
Nunca esperei vencer este ano, não havia tácticas preconcebidas, para além de um respeito de cada carro da equipa pelo consumo de combustível imposto pelo regulamento. Sabiamos que o limite máximo entre cada reabastecimento seria de 16 voltas e, nessa altura, se não fossem cometidos excessos, o carro apenas teria um litro de combustível no depósito.
A corrida é uma busca dos limites, existem possibilidades de controlar o consumo. O que foi feito este ano foi um erro que privou os espectadores da possibilidade de encontrar um bom espectáculo.
AutoSport (Portugal)

Jacky Ickx
Em Le Mans não tenho qualquer táctica. este ano, vou andar nas primeiras voltas a poupar gasolina, vendo o que fazem as outras equipas.
AutoSport (Portugal)

Facebook