Resumo da corrida

Resumo da corrida

 1931  1933 

Depois de modificado em 1929, o traçado das 24 Horas de Le Mans foi mais uma vez alterado na sua décima edição. Mesmo amputada em cerca de 3 km, a pista de La Sarthe manteve-se uma passagem incontornável da competição automóvel.
 

A pesar da recessão económica da época, a urbanização galopante fez crescer a cidade de Le Mans. Assim, o circuito automóvel das 24 Horas, traçado dez anos antes, teve de ser remodelado por razões de segurança. Suprimiu-se a ponta do circuito que descia na direcção da cidade e Les Raineries passaram a estar ligadas ao Tertre Rouge por uma passagem especialmente arranjada de cerca de 500 m. A sua extensão passou portanto dos 16340 m para os 13 492m, uma configuração que se manteve até 1956. Confiante pela sua vitória no ano anterioL a Alfa Romeo regressou em força com seis modelos 8C, dois deles inscritos directamente pela fábrica. Um sétimo Alfa modelo 6 foi pilotado por Odette Siko que concorria por conta própria. Pode pensar-se que se tratava de um capricho de rico, mas Mme SÍko já tinha participado nas edições de 1930 e 1931, na companhia de Marguerite Mareuse. Desta feita aproximou-se do pódio, deixando o 3." lugar para o Talbot de Lewis/Rose Richards com apenas uma diferença de 25 km.

Se quase todos achavam ser muito provável que os carros italianos se iriam impor; também houve quem pensasse naqueles que lhes poderiam oferecer alguma resistência. O Bentley 4.5 litros privado de Brousselet/Trevoux parecia ultrapassado, mas o que o eliminou foi um despiste logo na primeira volta. O enorme Mercedes Benz SSK de Paul e Marcel Foucret percorreu menos de 300 km antes de ser traído pelo seu motor, enquanto os três Aston Martin LM de fábrica não tinham quaisquer pretensões à vitória final, tendo em conta os seus 1500 cc de cilindrada. Debaixo de um sol abrasador, a prova decidiu-se muito depressa com os Alfa Romeo 2.5 litros no comando da corrida. A competição não perdeu o interesse para o público, graças, mais uma vez, às inúmeras desistências: só nove carros à chegada contra os vinte e seis que partiram. Às 4 da manhã, quatro Alfa seguiam à cabeça, um deles pilotado pelo incontornável Tim Birkin. Mas assim que amanheceu, viu-se obrigado a desistir por causa de uma perfuração no depósito de combustível, enquanto Minoia, noutro Alfa, estabeleceu o recorde da volta mais rápida, antes de ser vítima de um acidente. No final, o italiano Luigi Chinetti e o jovem francês Raymond Sommer (que pilotou sozinho cerca de vinte horas da corrida) deram à Alfa Romeo a sua segunda vitória. Chinetti vencerá em Le Mans em 1932 e 1934. Grande amigo de Enzo Ferrari - que nessa altura preparava os Alfa Romeo -, foi ele, muito provavelmente, que influenciou a Ferrari a construir os seus próprios automóveis. Mais tarde, inscreveria pela terceira vez o seu nome no palmarés da famosa corrida. Foi na primeira edição do pós-guerra em 1949, ao volante de um... Ferraril


Lendas de Le Mans
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